IA prevê secas na América do Sul com semanas de antecedência
Um novo modelo de inteligência artificial desenvolvido pela Universidade de São Paulo (USP), em parceria com o Google Research, promete revolucionar a previsão de secas no continente sul-americano. Treinado com 20 anos de dados de satélite e meteorológicos, o sistema é capaz de antecipar eventos extremos com até 40 dias de antecedência, com uma precisão de 85%. A tecnologia já está sendo testada em tempo real pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).
Como funciona o modelo
O algoritmo de IA foi alimentado com um vasto conjunto de dados históricos, incluindo imagens de satélite, medições de umidade do solo, temperaturas, padrões de vento e precipitação. Após o treinamento, o modelo aprendeu a identificar padrões que precedem secas severas, permitindo fazer previsões localizadas.
Teste bem-sucedido
Em março de 2026, o modelo previu com sucesso uma seca que atingiu a região centro-oeste do Brasil. A previsão foi emitida 40 dias antes do evento, com 85% de acerto, dando tempo para que autoridades e agricultores se preparassem. "É uma ferramenta que pode salvar vidas e economizar bilhões", afirmou um pesquisador envolvido no projeto.
Implementação em tempo real
Desde maio de 2026, o Cemaden passou a testar o sistema em tempo real, integrando as previsões à sua rotina de emissão de alertas. A expectativa é que a IA ajude a mitigar os impactos de secas futuras, permitindo ações preventivas como distribuição de água, planejamento agrícola e racionamento.
Próximos passos
Os pesquisadores planejam expandir o modelo para prever outros tipos de desastres naturais, como inundações e ondas de calor. A parceria com o Google Research também deve permitir o aprimoramento contínuo da precisão. A ferramenta está disponível para agências governamentais e instituições de pesquisa interessadas.
